Nós não fazemos assim

nós não fazemos assim

Nós não fazemos assim, pelo menos é o que queremos crer.

Num mundo rodeado por situações adversas, somos muitas vezes levados a ter nossa fé provada e não são poucas as situações que nos deixam muito tentados a pecar.

Seja pela facilidade do momento, ou pelo que vamos alcançar, até mesmo pensamos de que devemos nos dar o direito de certas conquistas.

Aos nossos olhos e até legalmente algumas coisas nos são dadas por direito, mas moralmente falando, sabemos que nos trará grandes e terríveis consequências.

Nada pior do que se deitar para dormir e não ter consciência tranquila que nos proporcione uma boa noite de sono.

Aliás, existe sim!

Algumas pessoas, estão tão tomadas pelo pecado que sua consciência não mais se sente incomodada pelas coisas que pratica.

Sim eu estou falando de pecar.

Há um vírus chamado pecado

E é exatamente neste período de comoção mundial é que precisamos também aprender a nos guardar do pecado.

Igual a um vírus, o pecado se instala na vida das pessoas.

Ele ataca nossa alma e espírito, afetando nosso “sistema imunológico psicoespiritual” nos levando cada vez mais para longe da presença de Deus.

Um homem dominado pelo pecado está extremamente longe de Deus!

Assim como Plutão está longe do Sol esta é a proporção de distanciamento entre aquele que cede ao pecado e Deus.

Mas diferente de Plutão, aquele que se arrepende de seus pecados, mais próximo fica de Deus e pode-se achegar ainda mais.

A nossa vida não pode ser regrada apenas pelo que se pensa ser certo ou errado. Nós erramos em nossos conceitos, quando nos baseamos apenas no que vivemos ou pelo que passamos.

O que entendemos como mundo, se fica dependendo apenas de nossa visão de como ele é, então teremos a limitação de apenas um pequeno milésimo de segundo em meio a eternidade. (nós não sabemos de nada!!!)

Se pecamos e permanecemos pecando, não é porque queremos isso, mas porque fomos profundamente escravizados pelo pecado.

Mas podemos ficar livres disso!

O principal, neste momento é ter um ponto de partida.

Que tal começarmos definir o que nós fazemos assim, e o que nós não fazemos assim?

O paradoxo do fazer e do não fazer

É tão interessante quando vemos que algumas pessoas nos condenam por fazermos ou não as coisas.

Sim, tem sempre alguém pronto para questionar se isto ou aquilo deveria ter sido feito. Aliás, ainda reclamam muito quando não fazemos algo que acreditam que precisava ser feito.

Eu sei que é meio complexo e até mesmo foi embolado o que disse agora, mas a verdade é que quanto mais nos esforçamos em fazer as coisas para agradar aos outros, mais frustrados nos tornamos.

A tormenta de saber que não conseguimos agradar as pessoas sempre não pode ser maior do que a satisfação em ser útil, mesmo que seja apenas para nós mesmos.

Fazer ou não as coisas ainda não é o mais importante, sendo que sabemos que o mais importante é saber se o que fazemos é realmente algo que nos traga valor.

Crie uma escala de valores

O valor de algo não é definido apenas pelo que nós pensamos, mas é um conjunto de conceitos e experiências segundo as quais vemos que algo vale ou não a pena o seu sacrifício, ou a sua existência.

Também não podemos dizer que o valor só pode ser medido baseado no que os outros dizem.

O valor de algo é baseado naquilo que nós cremos ser o seu real valor se contrapondo ao que os outros consideram também ser o seu valor. É na comparação de nossas visões de mundo que definimos mais facilmente o que é que tem ou não valor.

Assim vamos vivendo dia após dia, mesmo que não consigamos entender o propósito de muitas coisas que nos acontecem, nós vamos caminhando a estrada da vida, de valor em valor.

E é neste conjunto de valores que vamos construindo nossas ideias e objeções que nos ajudam a definir o que podemos ou não fazer.

Ao dizer: Nós não fazemos assim, estamos agindo condizentes com o que estamos considerando ser valioso.

As posições alcançadas, os patamares, realmente podem tomar outro direcionamento quando vemos que podemos ter um certo desconforto quando aquilo tudo que nos foi valioso um dia, torna-se uma grande dor de cabeça. Pois tudo ganha um novo valor diante de uma nova situação.

Mas então, o que é que nós podemos fazer?

Bem, na verdade, muita coisa!

Se não somos dominados pelo pecado, então somos realmente livres.

Associar nossa liberdade em Cristo, com o poder de nossa liberdade de escolha não é apenas uma opção, se trata de uma atitude inteligente!

A inteligência, nos leva a tomar as decisões que são, no mínimo muito bem pensadas, ou seja, ser inteligente se tornou para o ser humano quase que uma questão de vida ou morte.

Ao colocarmos nossas atitudes, dentro de um parâmetro que se chama “vontade de Deus”, temos em nossas mãos a possibilidade de fazer as melhores escolhas.

Se podemos nos deter em fazer a vontade de Deus em todo momento, então porque temos tanta dificuldade de agir assim

O pecado que te domina é o mesmo que você tanto ama

Não se iluda, talvez o mal que você tanto luta para se livrar, o pecado que tanto te atormenta é exatamente aquele que você tem guardado a sete chaves em seu coração.

É o que a Palavra de Deus nos fala incessantemente, do coração enganoso do homem. Se somos levados pelos nossos sentimentos, facilmente seremos levados a crer que não temos o controle de nada.

Agora se somos guiados pela Palavra de Deus e fazer com que Sua vontade se sobreponha a nossa, sabemos que os planos que Ele tem para nós são muito maiores do que conseguimos imaginar.

Precisamos parar com a desculpa de que não fazemos isto ou aquilo porque o pecado nos domina. Aliás isso não é verdade.

O pecado só te domina enquanto você dá a ele a condição de dominador sobre sua vida.

A partir do momento que se propõe a não ser mais controlado pelo pecado, dando lugar ao Espírito Santo para agir e transformar, então o mal perde todo controle que conseguia ter.

Tudo tem um fim, por isso nós não fazemos assim

E sim, nós temos que ter isto em mente.

A finalidade de quaisquer situações que passemos são fruto de escolhas que fizemos em algum tempo em nosso passado, seja ele remoto, ou presente e que agora nós merecidamente recebemos.

Se conseguíssemos fazer somente boas escolhas no decorrer da vida, talvez incorreríamos no problema da rotina e da mesmice, mas com certeza seria bem melhor, porque não teríamos a necessidade de vivermos em arrependimento por termos ou não feito algo.

Tenha em mente que suas escolhas trarão sempre consequências e com elas teremos que conviver por toda nossa existência.

Saiba bem, o que você faz e o que não faz assim.

Deus te abençoe em nome de Jesus

Pr Miquéias Tiago

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Pr Miquéias Tiago

O Pr Miqueias Tiago é teólogo, poimênico, psicopedagogo, escritor, blogueiro, Youtuber, professor de teologia, coach em desenvolvimento eclesiástico, empresarial e humano. Esposo, pai e pastor.

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