Capelania Evangélica, Você Precisa Mesmo Disso?

  • por
Capelania Evangelica 4 - Capelania Evangélica, Você Precisa Mesmo Disso?

Capelania Evangélica, Você Precisa Mesmo Disso?

Esta é uma pergunta que tem sido feita a mim sempre!

Afinal muitas pessoas não entenderam realmente do que trata a Capelania e por isso acabam por se perguntar qual é a finalidade disso.

Obviamente, muitos até consideram a Capelania como sendo um tipo de consagração ministerial e não são poucas as vezes que vejo alguns capelães expondo suas titulações como algo extremamente espiritual.

O caso é que, por mais que tentemos explicar, ainda surgirão muitas dúvidas e piorando o quadro, sempre teremos distorções e “mal-entendidos” que farão com que sempre tenhamos amores e desafetos na Capelania.

Nesta nossa postagem, quero compartilhar com você, algo que tem falado muito ao meu coração.

Algo que, alguém com uma boa experiência no campo de trabalho tem a compartilhar.

A Capelania é Para Corajosos!

Só um minuto, já te explico.

No senso comum, costumamos crer que corajoso é alguém que não tem medo.

Uma das melhores definições que já vi para ser corajoso é saber como agir e administrar o medo.

Mas a Capelania é para corajosos, sim, é preciso muita coragem para ser um capelão.

Entrar em hospitais, presídios, se envolver com o trabalho de casas de recuperação, visitar asilos e orfanatos, fazer um trabalho de apoio junto às comunidades, visando apenas o Reino de Deus é algo que poucas pessoas entenderam como um chamado.

Ser capelão não é ser um visitador, mas um proclamador do Reino de Deus, que transforma o mundo ao seu redor.

Ser capelão no Brasil virou sinônimo de prestador de serviço espiritual em centros de internação coletiva, como presídios, hospitais, asilos e orfanatos.

O mais interessante é que temos capelães evangélicos, católicos, espíritas, da magia celta, maçons e até mesmo capelães ateus.

Além do que, também encontramos uma gama de motivos para que hajam tantos capelães que vão desde um sonho, até reconhecimento social.

O certo é que mesmo que se tenham vários motivos e credos atualmente se capacitando e formando como capelães, a maioria não passa de “fogo de palha”.

Não são poucos os que não renovam suas credenciais e muito mais ainda são os que não reciclam seus conhecimentos.

Para nossa surpresa, vemos constantemente muitos que fizeram o curso e quando começaram a ver que a prática do que fora aprendido exigia tudo aquilo que avisamos durante o treinamento abandonaram a Capelania e dizem até hoje aquilo não era para eles.

Infelizmente é comum o abandono da Capelania, por isso é para corajosos, pois é necessária muita coragem para se continuar um trabalho que é necessário, urgente, real e muito desprezado e quase nunca reconhecido.

A Capelania é Algo Necessário, Mas não Obrigatório

Você já notou que algumas coisas na vida são necessária e nos obrigam a fazê-las porque sabem que mesmo que seja necessário, nós não nos sentimos responsáveis em fazer?

Um exemplo disso é o VOTO no Brasil

Aqui em nosso país temos o direito de votar. Ele é livre tanto para homens e mulheres. E pode ser exercido a partir dos 16 anos de vida.

Porém, mesmo sendo um direito e o instrumento de decisão política em nosso país ele é obrigatório, com sanções pesadas para os que não votarem, ou justificarem.

Parece estranho, mas mesmo sabendo do poder, força e importância de nosso voto, se ele não for obrigatório em nosso país as pessoas não vão votar.

Isso acontece porque acreditamos que nem tudo o que é necessário, deve realmente ser feito.

A Capelania entre nesse aspecto. Ela é necessária, importantíssima para o reino, mas não é obrigatória, muito menos exigida.

Por outro lado, isto também torna o trabalho da Capelania cada vez mais importante.

É incrível saber que existem pessoas entrando em hospitais, presídios, asilos, casas de recuperação, asilos e orfanatos sem ao menos terem um conhecido lá dentro.

O normal é visitarmos nossos parentes, mas ir numa cadeia e falar de Jesus para um preso é algo que exige muito amor a Cristo e a sua obra.

Acredito que por não ser obrigatória é que cada vez mais cresce o número de capelães em nossas cidades.

Hoje temos no SIDME capelães nos estados brasileiros do Pará, Rio de Janeiro e Minas Gerais e em Paris, na França.

A cada nova edição vemos um número diferente de pessoas, rostos novos, ideais diferenciados, mas um amor pelas almas constante e ardente.

Desobrigados, fazemos por amor, nos dispondo cada vez mais a cumprir o IDE de Cristo em Nossas vidas!

A Capelania é Amorosa, mas não é boba!

Aqui deixo um aviso aos que acreditam que os capelães são pessoas bobinhas e ingênuas.

Aqueles que, assim como eu estão nas “trincheiras” sabem muito bem lhe dar com a chamada “escória da sociedade”.

O capelão tem contato direto com detentos, viciados em drogas, abandonados e um sem número de pessoas de todas as classes sociais.

Sabemos bem quando se aproximam aproveitadores, como também reconhecemos nossos apoiadores.

O amor que um capelão sente por alguém que está atrás das grades não é por causa dele, ou por pena de onde aquela vida se encontra. Este amor é por Cristo e em Cristo e não existe a possibilidade de ser de outra forma.

Todo capelão sabe que quem cumpre uma pena na cadeia é porque fez algo que o colocou ali.

Também sabe que a casa de recuperação não é uma colônia de férias, mas um centro de tratamento para pessoas viciadas em drogas.

O que leva um capelão a se envolver com este trabalho é Cristo!

Pasmem, mas nem todos os pastores foram chamados para serem capelães!

Muitos “ditos” missionários se dariam muito mal nos primeiros cinco minutos dentro de um presídio pregando a Palavra de Deus.

Nestes lugares a técnica e o conhecimento se tornam pó se não houver a misericórdia de Deus. Todo Capelão também sabe que Depende única e exclusivamente da Misericórdia de Deus!

É Deus quem governa, é Deus quem coordena, é Deus quem libera e é Deus quem dirige, o capelão sabe que é instrumento na mão de Deus para fazer toda boa obra que o Senhor determinou.

Capelania evangélica, você precisa mesmo disso?

Chego a este ponto voltando a nossa pergunta inicial:

– Você precisa mesmo disso?

Eu acredito que muita gente não ouviu o chamado de Cristo para sua obra. Também acredito que uma boa parte ignora e ainda existe a parcela que desobedece e sofre as consequências.

No entanto, sei bem que você precisa disso sim.

Você, sendo pastor ou não. Tendo uma consagração a qualquer que seja o cargo ministerial, ou gozando dos privilégios de ser membro da igreja deve ser um capelão, ou no mínimo se envolver com a Capelania.

E não é só pelas portas que são abertas, mas é pela consciência que se toma da força que você tem, como também da sorte que você goza.

São incontáveis as pessoas que tenho ajudado, é realmente diária a procura e o trabalho é constante e pode ser organizado e distribuído.

Algumas pessoas ainda ficam pensando, ou pior afirmando que isto não é o chamado delas. E aí eu me pergunto então qual seria e elas nunca sabe responder.

Ser capelão não é carregar um título, mas honrar a Cristo através do trabalho, da pregação da Palavra e do resgate e restauração das vidas.

Deus te abençoe em nome de Jesus

Pr Miquéias Tiago

Visite nossa página no Facebook, Instagram e nossa Loja Virtual


c8303169198c00448a49a9e44db536fc?s=96&d=mm&r=g - Capelania Evangélica, Você Precisa Mesmo Disso?

Pr Miquéias Tiago

O Pr Miqueias Tiago é teólogo, poimênico, psicopedagogo, escritor, blogueiro, Youtuber, professor de teologia, coach em desenvolvimento eclesiástico, empresarial e humano. Esposo, pai e pastor.

Deixe uma resposta